Histórias que Ensinam Valores

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Moral da História 7

História 56

Relato verdadeiro, e um pouco mais difícil,  sobre como nos deixamos influenciar pelas palavras; como a realidade que vivemos depende da interpretação que temos das coisas.

UMA HISTÓRIA REAL

Mr. Korzybsky ,  famoso linguista polonês, teve que dar uma palestra para um grupo de estudantes sobre como “o mapa não é o território”, ou seja, sobre como o mundo não é como nós o percebemos, a realidade em que vivemos é a que criamos por causa da nossa interpretação.

Ele decidiu fazer uma demonstração muito prática e engraçada da força das palavras sobre nós.

Em certo momento Mr, Korzybsky interrompeu a palestra  e pegou um grande pote de biscoitos que estava embrulhado em um papel branco.  Ele se desculpou aos ouvintes dizendo que não tinha tido tempo de comer e ofereceu biscoitos aos participantes que estavam sentados na primeira fileira de bancos do auditório. A maioria deles aceitou. Depois foi oferecido aos demais e ao final quase todo auditório mastigava calmamente um ou dois cookies até que o Mr Korzybsky  rasgou o invólucro branco que cobria o pote de biscoitos e assim podia se ver a caixa original… Podia-se ler nela que eram biscoitos de cachorro!  Ao perceberem isso muitos assistentes saíram correndo do auditório cobrindo a boca com as mãos. Há poucos segundos de estarem felizes saboreando os biscoitos, o auditório mudou completamente seu entendimento ou interpretação da realidade.

Korzybsky disse: “Vejam vocês, Senhoras e Senhores, mostrei aqui que as pessoas comem muito bem as delícias, assim como comem muito bem as palavras.  Mostrei ainda que o sabor das primeiras muitas vezes é superado pelo gosto das últimas.”

Com esta brincadeira Korzybsky mostrou que o sofrimento humano, muitas vezes surge devido às representações linguísticas da realidade.

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1- Afinal o que comeram os ouvintes do eminente linguista?

2- Por que sofreram asco depois de comer os cookies? O gosto dos biscoito teria mudado dentro da boca das pessoas? O que aconteceu afinal?

3- Você sabe contar alguma história que mostre que nem sempre algo é o que parece ser? Ou de uma coisa que você achava que era de um jeito e depois mostrou-se ser de outro modo completamente diferente?

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Korzybski (conhecido por desenvolver a teria da semântica geral): “O mapa não é o território que representa.”

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HISTÓRIA 57

História que ensina o valor do respeito pelo próximo

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O Santo e o Mendigo

Francisco de Assis era muito respeitado em sua querida cidade.  Contam que uma vez quando ele estava andando em suas cercanias  repentinamente um mendigo que cruzava seu caminho se curvou diante dele para mostrar respeito. Francisco, em resposta ao mendigo, curvou-se ainda mais para ele e deu-lhe ainda algum dinheiro.
Quando Francisco seguiu adiante, um de seus acompanhantes perguntou curioso: “Francisco, você é um grande homem, respeitado por todos. Porque você se curvou diante do mendigo?”
Então Francisco disse: “Esse mendigo era pobre e analfabeto. Apesar deste fato, ele me saudou com toda educação e cuidado, mostrando respeitar as pessoas.  Eu sou muito mais educado do que ele, então eu deveria  mostrar a ele muito mais respeito. E foi exatamente o que eu fiz.

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1) Por que o mendigo saudou o santo? Por que o santo saudou o mendigo?

2) Quem deveria saudar quem? Só os humildes devem respeito às pessoas ditas importantes? Por que?

3) A quem devemos respeito? Por que?

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História 57

História que ensina o valor do respeito ao próximo, principalmente aos que são portadores de característica física que os diferencia.

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A Mudança do Monstro

Caolho é o nome que se dá a quem só tem um olho.

Era uma vez um monstro muito malvado que se ocupava em infernizar a vida dos habitantes do reino onde vivia.

Em um dos povoados do reino, havia um senhor que havia perdido um de seus olhos em um acidente de trabalho, isso quer dizer que ele era caolho. Pois bem, sempre que o monstro passava por esse povoado passava em frente de sua casa e se ria dele. Lhe dizia: “Senhor caolho!! Me vê bem? Ha, ha, ha…

Um dia, depois que o monstro tocou a campanhia da casa do cidadão caolho, este, uma vez que ouviu que zombavam dele, pegou uma pedra e a jogou diretamente no olho direito do monstro.

O monstro começou a gritar de dor e posteriormente se deu conta de que havia perdido um de seus olhos. Agora o monstro malvado era caolho.
Desde então, o monstro se deu conta de como se sentia uma pessoa caolha quando zombavam com ela. E a partir daí, mudou seu jeito de ser. O monstro, além de não molestar mais os cidadãos, passou a se dedicar a‍ ajudá-los naquilo que estivesse a seu alcance. O monstro pensava ainda: ” Quem dera agisse assim antes. Talvez teria meu olho ainda e seria mais amado pelo povo.”

Assim, ao ficar caolho, se converteu também em um mostro querido no reino, não porque agora tinha um olho a menos e sim porque agora era um mostro bom.

1) Por que será que o monstro maltratava as pessoas e zombava do caolho? O que será que motiva uma pessoa a ser assim?

2) Como será que se sente uma pessoa que é zombada sempre por uma característica física qualquer que a torna diferente dos demais?

3) O que fez o monstro mudar de postura diante dos problemas dos outros?

4) O monstro se tornou mais ou menos forte depois que mudou de postura perante os outros?

5) Qual conclusão você tira da situação relatada na história?

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.História 58 (poema)

Poema que ensina que somos todos iguais

Sem difenças (por Shel Silvertein)

Pequeno como um amendoim,
Grande como um gigante,
Ficamos todos do mesmo tamanho
Quando desligamos a luz.

Rico como um sultão,
Pobre como um ácaro,
Temos todos  o mesmo valor
Quando desligamos a luz.

Vermelho, preto ou laranja,
Amarelo ou branco
Nós todos somos iguais
Quando desligamos a luz.

Então, talvez o caminho
Para ficar tudo certo
Basta para Deus apenas
Chegar e desligar a luz!

1) Um é grande, outro é pequeno. Um é pobre, outro é rico? De certa maneira somos todos diferentes. Então como podemos ser todos iguais afinal?

2)O que nos diferencia uns dos outros? O que nos iguala uns aos outros?

3) O que é mais importante: aquilo que nos diferencia ou aquilo que nos iguala?

4 Respostas to “Moral da História 7”

  1. betty gleyb argolo novais said

    Parabéns pela iniciativa… grande e belo projeto… saudações, Betty Argolo

  2. Fujie said

    Trabalho maravilhoso, tudo que tem por objetivo o bem, tem por objetivo uma vida melhor em um mundo melhor.

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